O Pequeno Rato Cinzento: A Árvore na Rotunda (Cap.4) - Parte 1

29 julho 2013

(Primeiro capítulo e outros contos em: "Old French Fairy Tales")
Rosalie admirava muito todas as flores, mas esperava com certa impaciência para que o príncipe removesse o pano que envouvia a árvore misteriosa. Ele deixou a casa-verde, no entanto, sem ter falado dela.

"O que, então, meu príncipe, é esta árvore que é tão cuidadosamente oculta?"

"É o presente de casamento que eu destinei a você, mas você não poderá vê-lo até seu aniversário de quinze anos." Disse o príncipe, alegremente.

"Mas o que é que reluz e brilha tanto sob o pano?" disse ela, importuna.

"Você vai saber tudo em poucos dias, Rosalie, e eu me orgulho de que você não irá achar meu presente algo comum."

"E eu não posso vê-lo antes do meu aniversário?"

"Não, Rosalie,...A rainha das fadas me proibiu, sob pesadas penalidades, para mostrá-lo até depois de se tornar minha esposa e eu espero que você me ame o suficiente para controlar sua curiosidade até aquele momento."

Estas últimas palavras fizeram Rosalie tremer, pois lembrou-lhe do pequeno rato cinza e das desgraças que ameaçavam a ela e a seu pai, se ela não se permitir cair sob a tentação, sem dúvida, o seu inimigo, a fada Detestável teria feito acontecer. Ela não falou mais no caso misterioso, e continuou sua caminhada com o príncipe. O dia passou mais agradavelmente. O príncipe apresentou-a as senhoras da corte e ordenou-lhes que honrassem e respeitassem a princesa Rosalie, a quem a rainha das fadas tinha escolhido como sua noiva. Rosalie era muito amável para cada um e todos se alegraram com a ideia de ter alguém tão chamosa e encantadora como rainha.

Os dias seguintes foram passados em toda espécie de festa. O príncipe e Rosalie, ambos se viam com corações alegres pela abordagem do aniversário que era para ser o dia do casamento também. O príncipe, que amava ternamente ela, E Rosalie que amava o príncipe, que desejava fortemente ver seu pai novamente, e também porque esperava para ver o caso da rotunda. Ela pensou nisso encessantemente. Sonhou com isto a noite toda e quando estava sozinha, tentava com dificuldade conter-se para não correr para a casa-verde e tentar descobrir o segredo.

Finalmente, o último dia de antecipação e ansiedade chegou. Na manhã Rosalie teria quinze. O príncipe estava muito ocupado com os preparativos para seu casamento, que era um grande afazer. Todas as boas fadas que ele conhecia eram para estarem presentes, bem como a rainha das fadas. Rosalie encontrou-se sozinha na parte da manhã e resouveu dar um passeio. Enquanto meditava sobre a felicidade do dia seguinte, ela involuntariamente se aproximou da estufa. Ela entrou, sorrindo e pensativa, e então, encontrou-se face a face com o pano que cobria o tesouro.

"Amanhã", disse ela, "Eu finalmente vou saber o que esse pano grosso esconde de mim. Se eu quisesse, de fato eu poderia vê-lo hoje, porque eu claramente percebo algumas pequenas aberturas em que poderia colocar os dedos e abrir um pouco - Na verdade, quem iria saber? Gostaria de costurar o pano depois de ter tomado um vislumbre. Uma vez que amanhã está tão perto, quando estou a ver tudo...eu bem poderia olhar para o dia"

Rosalie olhou em volta e não viu ninguém e, em seu extremo desejo de satisfazer a sua curiosidade, ela esqueceu a bondade do príncipe e os perigos que ameaçavam a todos e cedeu a essa tentação