O Pequeno Rato Cinzento: A pequena casa (Cap.1) - Parte 2

17 junho 2013

(Primeiro capítulo e outros contos em: "Old French Fairy Tales")

"O que pode estar escondido lá?" ela disse para si mesma. "Como meu pai ficou pálido quando pedi permissão para entrar! Tenho certeza que ele pensou que eu deveria estar em perigo. Mas por que ele vai lá todos os dias? É, sem dúvida, para levar comida para um animal feroz confinado lá. Mas se fosse um animal selvagem, eu não deveria ouvi-lo rugir ou se agitar na casa? Não, eu nunca ouvi qualquer som naquela cabine. Isto não pode ser uma besta. Além disso, se fosse um animal feroz, ele iria devorar meu pai quando ele entrou sozinho. Talvez, no entando, está acorrentado. Mas se ele realmente estiver acorrentado, então não haveria nenhum perigo para mim. O que pode ser? Um prisioneiro? Meu pai é bom, ele não iria privar um infeliz inocente da luz e da liberdade. Bom, eu absolutamente preciso descobrir este mistério. Como poderei controlar isto? Se eu pudesse secretamente pegar a chave do meu pai por meia hora! Talvez algum dia ele esqueça isto."
Rosalie foi despertada por uma cadeia de reflexões por seu pai, que a chamou com uma voz estranhamente agitada.

"Aqui, pai - Eu estou voltando."

Ela entrou em casa e olhou fixamente para o pai dela. Estava pálido, com o rosto triste e indicando grande agitação.

Mais curiosa que nunca, ela resolveu fingir alegria e indiferença, a fim de dissipar as suspeitas de seu pai para que ele se sentísse seguro. Desta forma, ela pensou que talvez poderia obter a chave, em algum momento futuro. Ele pode não pensar nisto sempre, se ela parecer ter esquecido disto.

Eles sentaram-se à mesa. Prudent comeu muito pouco e estava triste e silencioso, apesar de seus esforços em parecer feliz. Rosalie, no entanto, parecia tão impensada e brilhante que seu pai finalmente recuperou seu acostumado bom espírito.

Rosalie faria seus quinze anos em três semanas. Seu pai havia prometido uma agradável surpresa para este evento. Os dias passaram passificamente distantes. Restavam quinze dias antes do seu aniversário. Uma manhã, Prudent disse a Rosalie:

"Minha querida criança, sou obrigado a estar ausente durante uma hora. Devo sair para arranjar alguma coisa para o seu aniversário. Espere por mim em casa, minha querida. Não se leve pela curiosidade Em 15 dias você vai saber tudo o que você deseja saber, pois eu leio seus pensamentos e sei o que ocupa a sua mente. Adeus, minha filha, cuidado com a curiosidade!"

Prudent abraçou a filha com ternura e retirou-se, deixando-a com grande relutância.

Assim que ele ficou fora fe vista, Rosalie correu para o quarto de seu pai e para a sua alegria, ele havia deixado a chave esquecida em cima da mesa! Ela agarrou-a e correu rapidamente para o final do jardim. Chegou na pequena casa, lembrou-se das palavras de seu pai: "Cuidado com a curiosidade!" Ela hesitou, e foi ao ponto de voltar a chave sem olhar para a casa, quando ela pensou ter ouvido um leve gemido. Ela colocou o ouvido contra a porta e ouviu uma voz cantando um pouco baixinho:

"Um prisioneiro solitário, eu enfraqueço,
Sem esperanças de liberdade agora é minha;
Eu logo dou meu último suspiro,
e neste calabouço recebo minha morte."

"Sem dúvida", disse Rosalie para si mesma, "Esta é uma criatura infeliz que meu pai tem em cativeiro."

Tocou suavemente na porta, e disse: "Quem é você, e o que posso fazer por você?"

"Abra a porta, Rosalie! Eu rezo para que você abra a porta!"

"Mas por que você é um prisioneiro? você não cometeu algum crime?"

"Ai de mim! não, Rosalie. Um mago me mantém aqui como prisioneiro. Salva-me e eu irei provar minha gratidão contando a você realmente quem eu sou"

Rosalie não hesitou: sua curiosidade foi mais forte do que sua obediência. Ela colocou a chave na fechadura, mas a mão tremia tanto que não conseguia abrí-la. Ela estava prestes a desistir do esforço, quando a pequena voz continuou:

"Rosalie, o que tenho a lhe dizer vai lhe ensinar muitas coisas que lhe interessam. Seu pai não é o que parece ser."

Ao ouvir estas palavras Rosalie fez um último esforço, a chave girou e a porta se abriu.